eu e os comigos de mim, agora mulher
fui uma menina de folhas espalhadas pela casa poetisa que batia asas quando corria a tinta no papel desmanchava do peito o nó que ardia e ardia sem dó de tanto fel não sabia mais para onde ir senão para as quatro linhas a surgir um súbito pulsar de solidão curioso é que não mais sozinha enfrentava a imensidão e como um lar encontrava a sua própria mansidão ocorre que de tempos para cá o sussurro do óbvio decidiu aparecer como um rio a correr sem fim em meio à escuridão escapo e corro morro acima perco a graça de menina mas escapo da inundação não quero mais sentir porque de dor tomou conta o meu agir e preciso buscar o silêncio sob pena de não mais a menina existir
